A vitória por 3 a 2 sobre o São Paulo foi provavelmente a atuação mais convincente do Corinthians desde a chegada de Fernando Diniz. Mais do que os três pontos e o peso do clássico, o Corinthians mostrou um time com identidade, confiança e, principalmente, repertório ofensivo.
Desde os primeiros minutos na Neo Química Arena, o Corinthians controlou o jogo. A equipe pressionou alto, ocupou o campo ofensivo e conseguiu sufocar o São Paulo durante boa parte da partida. O placar apertado não traduz exatamente o que foi o clássico. Em muitos momentos, o Timão esteve mais perto de ampliar do que de sofrer riscos reais.
O principal sinal de evolução talvez esteja na maneira como o Corinthians passou a atacar. Antes dependente quase exclusivamente de jogadas individuais ou bolas longas, o time agora consegue criar por diferentes caminhos: triangulações curtas, aproximações pelo meio, inversões rápidas e pressão pós-perda funcionando com intensidade.
Outro ponto que chamou atenção foi a coragem da equipe. Mesmo diante da pressão natural de um clássico e após sofrer gols, o Corinthians não abandonou a proposta de jogo. Continuou saindo curto, mantendo posse e tentando controlar o ritmo da partida, algo que Diniz vem cobrando desde que assumiu o clube.
O desempenho coletivo também elevou atuações individuais. Jogadores como Matheuzinho, Breno Bidon e Rodrigo Garro participaram diretamente da dinâmica ofensiva e ajudaram o Corinthians a dominar territorialmente o rival. A atuação rendeu elogios até mesmo em análises feitas por veículos ligados ao São Paulo, que classificaram o desempenho tricolor como “apático” diante da superioridade corinthiana.
Nem tudo foi positivo. Defensivamente, o Corinthians ainda mostrou dificuldades em alguns momentos de transição e voltou a sofrer gols evitáveis. Além disso, o clássico teve clima quente, com confusão, revisão de VAR e objetos arremessados no gramado após o empate são-paulino no primeiro tempo.
Mas, olhando para o jogo como um todo, o Corinthians talvez tenha dado seu passo mais importante desde a troca de comando técnico. Pela primeira vez em muito tempo, o time conseguiu unir resultado, desempenho e controle de jogo em um clássico grande.
Ainda é cedo para falar em um Corinthians pronto. Mas já é possível enxergar claramente um Corinthians diferente.
Próximo jogo:
Copa do Brasil
Corinthians x Barra-SC
19h30 – Neo Quimica Arena
14/05/2026

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